Dra. Carolina Valente – Cirurgia Vascular e Endovascular em Teresópolis – RJ

A Cirurgia Vascular é uma especialidade médica de vasto alcance e complexidade, dedicada ao diagnóstico, tratamento e prevenção das doenças que afetam o sistema circulatório, abrangendo artérias, veias e vasos linfáticos. Sua amplitude permite ao especialista atuar em diversas frentes, desde o cuidado de patologias comuns como as varizes, o manejo de feridas crônicas e a realização de exames diagnósticos, até intervenções de alta complexidade, como a revascularização de membros e a cirurgia do trauma. A especialidade não se limita apenas aos membros inferiores e superiores, mas estende seu campo de atuação a vasos de áreas cruciais como a cavidade abdominal, o retroperitônio, o tórax e a região cervical.

Para se tornar um cirurgião vascular, o médico precisa, primeiramente, concluir a graduação em Medicina e, em seguida, passar por uma residência médica que, tradicionalmente, tem uma duração de dois a três anos em Cirurgia Geral. Seguida de dois anos de especialização em Cirurgia Vascular e mais um ano em Cirurgia Endovascular. Esse rigoroso processo é crucial para desenvolver o conhecimento anatômico e funcional detalhado de cada sistema e de todo o fluxo sanguíneo, capacitando o profissional a escolher a abordagem terapêutica mais adequada. A busca por excelência e a responsabilidade inerente à profissão me levaram a buscar uma das residências mais completas do Brasil, o que me proporcionou uma base sólida e abrangente.

A evolução da Cirurgia Vascular nas últimas décadas é notável, impulsionada pela inovação tecnológica. Antes, a maioria das doenças circulatórias era tratada exclusivamente por cirurgias abertas, que eram mais invasivas e exigiam uma recuperação mais longa. Hoje, a ascensão da técnica endovascular, que utiliza cateteres e dispositivos inseridos por pequenas punções, revolucionou o tratamento, tornando-o menos agressivo, com menor tempo de internação e uma recuperação mais rápida para o paciente.

Algumas competências da minha área:

Manter-me atualizada é fundamental; por isso, a participação em congressos e a obtenção de títulos de especialista em Cirurgia Vascular e endovascular, concedidos pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), foram meus primeiros objetivos alcançados após a conclusão da residência.

Entre as doenças mais comumente tratadas, as varizes se destacam. Elas podem ser abordadas no consultório com procedimentos minimamente invasivos, como o laser transdérmico e a escleroterapia com espuma densa, ou em ambiente hospitalar com o laser endovenoso e a radiofrequência, técnicas que permitem o fechamento da veia doente com grande eficácia e recuperação rápida.

Outro campo de atuação importante é o tratamento das feridas crônicas e da isquemia de membros, condições em que a circulação deficiente compromete a saúde dos tecidos. Para esses casos, a revascularização com técnicas endovasculares ou convencionais devem ser exploradas, oferecendo resultados duradouros e visando o salvamento do membro doente.

Além disso, o tratamento de aneurismas arteriais, que são dilatações anormais e perigosas das artérias, é um dos pilares da especialidade. O cirurgião vascular é o único profissional capacitado a realizar a reparação cirúrgica, seja por cirurgia aberta ou por técnicas endovasculares menos invasivas, como o implante de endopróteses.

A trombose venosa, que é a formação de coágulos nas veias, exige um diagnóstico preciso, muitas vezes auxiliado pelo exame de ecodoppler, e um tratamento rápido para evitar complicações graves.

Por fim, a especialidade também engloba a criação de acessos vasculares, como a confecção de fístulas para hemodiálise e o implante de cateteres de longa permanência para quimioterapia, procedimentos que são cruciais para o sucesso de tratamentos de longa duração e que demandam a expertise do cirurgião vascular para garantir a segurança e a eficácia.

Quem sou eu:

Meu nome é Carolina, sou médica e tenho muito orgulho da minha trajetória. Nasci no Rio de Janeiro e cresci em Teresópolis, cidade que sempre considerei meu lar. Retornei à capital para cursar faculdade e residência médica. Sou formada pela Escola de Medicina Souza Marques e fiz minha primeira residência médica no hospital escola da Universidade Federal Fluminense, Hospital Universitário Antônio Pedro. Continuei minha especialização subsequente em Cirurgia Vascular e Endovascular com o renomado Dr. Arno von Ristow, onde aprofundei meus conhecimentos e tive contato com técnicas e tecnologias de ponta. 

Valorizo o aprendizado constante e a troca de conhecimento que o ambiente acadêmico proporciona. Acredito que crescer como médica é um processo contínuo, e é por isso que me dedico a acompanhar as inovações da minha área para oferecer sempre o melhor cuidado — moderno, humano e comprometido com o bem-estar de cada paciente.

O que eu trato enquanto cirurgiã vascular?

Como cirurgiã vascular, atuo no tratamento de diversas patologias, dedicando-me a cuidar da saúde circulatória dos meus pacientes. As patologias mais frequentes e as que me dedico são:

Varizes: São veias dilatadas e tortuosas que surgem na maioria das vezes nas pernas dos pacientes. Podem causar dor, sensação de peso e pernas cansadas, inchaço e desconforto estético. O tratamento pode ser feito no consultório com tecnologias como laser transdérmico e escleroterapia, ou em ambiente hospitalar com laser endovenoso ou radiofrequência, dependendo da gravidade e do tamanho da veia.

Úlceras Crônicas: São feridas que não cicatrizam mesmo após um longo período, uso de antibióticos e curativos especializados. Geralmente causadas por problemas na circulação sanguínea, podendo ser de origem venosa ou arterial. Meu papel é identificar a causa exata, planejar o tratamento específico se necessário e orientar os cuidados com os curativos para promover a cicatrização completa e evitar recidiva.

Trombose Venosa: É a formação de coágulos de sangue dentro das veias, que podem bloquear o fluxo sanguíneo. O diagnóstico precoce é crucial, e o exame ecodoppler é a ferramenta fundamental que utilizo para identificar esses coágulos e monitorar o tratamento, que geralmente envolve medicamentos.

Isquemia de Membros: Ocorre quando o fluxo de sangue para as pernas ou braços é insuficiente, causando dor, feridas e, em casos graves, risco de perda do membro. O tratamento de escolha visa desobstruir as artérias por dentro, garantindo o retorno do fluxo de sangue para aquele membro e com isso a melhora dos sintomas como dor, claudicação e até cicatrização de feridas.

Implante de Cateteres de Longa Permanência: Para pacientes que precisam de tratamentos contínuos como hemodiálise (tratamento para insuficiência renal) e quimioterapia, é necessário um acesso venoso seguro e durável. Eu realizo a implantação desses cateteres, evitando a necessidade de punções frequentes e dolorosas, o que torna o tratamento mais confortável e seguro a longo prazo.

Busco sempre aprimorar minhas habilidades e estar atualizada com as últimas inovações, participando de cursos e congressos. Sou membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular e possuo Títulos de Especialista em Cirurgia Vascular e Endovascular para garantir o melhor cuidado para meus pacientes.

Quais procedimentos podemos realizar no consultório?

O avanço constante dos procedimentos e o uso de tecnologias de ponta têm transformado o tratamento das doenças vasculares, permitindo que cada vez mais opções seguras e eficazes sejam realizadas diretamente no consultório, com mais conforto para o paciente. Quando indicadas, abordagens minimamente invasivas oferecem resultados excelentes, com recuperação rápida e sem a necessidade de internação hospitalar. Além de proporcionar maior comodidade, esses procedimentos garantem uma avaliação e acompanhamento detalhados, contribuindo para um tratamento personalizado e de longo prazo.

Os procedimentos ambulatoriais refletem a evolução da especialidade, oferecendo soluções eficazes e minimamente invasivas para a saúde e o bem-estar dos pacientes.

Laser Transdérmico: Esta é uma tecnologia inovadora que utiliza a lesão térmica para o tratamento preciso de vasinhos e varizes finas. O procedimento é feito com um aparelho através do contato direto com a pele, emite pulsos de energia que penetram nas camadas mais profundas, atingindo e selando o vaso a ser tratado sem danificar o tecido próximo. É uma opção altamente eficaz para varizes de médio e pequeno calibre e microvarizes, proporcionando um resultado estético superior. O tratamento é rápido, seguro e a dor bem tolerada.

Resfriador de pele: A fim de tornar os procedimentos ainda mais confortáveis, utilizamos no consultório um dispositivo de resfriamento da pele que minimiza a sensação de dor ao reduzir os estímulos sensitivos. É uma forma rápida, segura e não invasiva de proporcionar alívio imediato, através de uma analgesia temporária, melhorando a experiência do paciente, especialmente aqueles que têm medo de agulhas ou são mais sensíveis à dor.

Escleroterapia com Espuma Densa: Uma técnica de escleroterapia química já utilizada há bastante tempo e se destaca por ser tão versátil. Bem indicada principalmente no tratamento de varizes mais calibrosas e feridas venosas crônicas. A espuma densa é injetada diretamente no vaso, fazendo com que suas paredes se fechem e a veia seja absorvida pelo organismo. Pode ser utilizada para tratar veias safenas e também pequenos vasinhos superficiais, apresentando ótimos resultados em diversas situações. O procedimento é guiado por ultrassom em muitos casos, o que garante maior precisão.

Escleroterapia Líquida: Esta é a técnica mais tradicional e amplamente utilizada para tratar microvarizes e telangiectasias (os “vasinhos de aranha”), popularmente conhecida como “aplicação”. O líquido esclerosante, injetado diretamente nos pequenos vasos, provoca uma reação inflamatória controlada que leva ao seu fechamento. É um procedimento simples, de rápida execução e muito eficaz para eliminar as veias de calibre reduzido que causam desconforto estético. Já foi o tempo em que era a única terapia disponível, hoje entendemos a importância da combinação desta às demais terapias devido a diferenças entre os vasos doentes e características apresentadas por cada paciente.

Estudo Ecodoppler Vascular: Essencial para o diagnóstico e acompanhamento das doenças circulatórias, o Ecodoppler é um exame de ultrassom que permite avaliar a anatomia e o fluxo sanguíneo dos vasos. Com ele, podemos identificar com precisão a causa de sintomas como inchaço ou dor, visualizando obstruções, refluxos, coágulos e outras anomalias. Esse estudo detalhado é fundamental para determinar o tratamento adequado, garantindo que a abordagem escolhida seja a mais segura e eficaz para a sua condição.

Cada paciente deve ter o seu caso bem analisado e a partir daí o plano de tratamento é estruturado, onde combino os diferentes tipos de tratamentos que existem hoje para alcançarmos o melhor resultado possível.

Quais procedimentos precisam de internação hospitalar?

Algumas doenças vasculares mais complexas exigem a segurança e o suporte de um ambiente hospitalar. A internação é necessária, principalmente, quando o procedimento demanda o auxílio de uma equipe de anestesia, monitorização contínua no pós-operatório, pacientes de idade avançada e múltiplas comorbidades ou quando a recuperação requer cuidados mais intensivos. Esses casos são cuidadosamente avaliados para garantir o máximo de conforto e segurança ao paciente.

Laser Endovenoso: Esta técnica minimamente invasiva utiliza a energia do laser para tratar veias varicosas mais calibrosas, como as veias safenas e suas ramificações. Um cateter fino é inserido na veia e, ao ser ativado, emite calor (termoablação) que causa o fechamento da veia doente. O corpo, então, absorve essa veia com o tempo, e o sangue passa a fluir por outras veias saudáveis. O procedimento é rápido e oferece um excelente resultado estético e funcional. O procedimento se dá pela punção das veias alvo, com isso não são necessárias incisões cirúrgicas. O que reduz o tempo de recuperação do paciente, é menos doloroso e tem menos taxas de complicações.

Radiofrequência: Similar ao laser endovenoso, a radiofrequência também utiliza o calor para tratar as veias doentes. Por meio de um cateter, a energia de radiofrequência é aplicada na parede da veia, causando sua contração e fechamento. Essa técnica é especialmente eficaz para a veia safena, dependendo do seu diâmetro, e proporciona um tratamento preciso e com menos hematomas em comparação com cirurgias tradicionais. A recuperação é geralmente rápida, permitindo que o paciente retome suas atividades diárias em pouco tempo. Assim como o laser endovenoso, o procedimento se dá pela punção das veias alvo, com isso não são necessárias incisões cirúrgicas. O que reduz o tempo de recuperação do paciente, é menos doloroso e tem menos taxas de complicações.

Tratamentos Endovasculares: Esta abordagem revolucionária permite tratar as doenças vasculares “por dentro” do vaso, sem a necessidade de grandes incisões. Através de uma pequena punção na pele, inserimos dispositivos como cateteres, fios-guia, balões e stents para reparar vasos sanguíneos. Esses procedimentos podem ser usados para desobstruir artérias estreitadas, tratar aneurismas, ou corrigir problemas nas veias. Contempla o tratamento tanto das doenças arteriais (como isquemia de membros) quanto das doenças venosas. A principal vantagem é a menor agressividade, resultando em menos dor, cicatrizes mínimas e um tempo de recuperação significativamente menor para o paciente. Especificamente nos casos de doença arterial, as cirurgias são de maior porte e em geral os pacientes possuem outras comorbidades que o tornam mais frágil, portanto, a técnica endovascular revolucionou o tratamento das doenças vasculares. Possibilitando uma recuperação muito mais rápida, com menos dor e menos agressão ao organismo do paciente. Essa inovação transformou a forma como tratamos problemas como aneurismas e obstruções, tornando os procedimentos mais seguros e acessíveis a um número maior de pessoas, aumentando a qualidade de vida e expectativa de vida deste grupo de pacientes.

Cirurgias convencionais ou abertas: Casos selecionados necessitam da abordagem tradicional. Sejam eles em cirurgia de varizes muito superficiais e próximas a pele, o tratamento de obstrução das carótidas, a confecção de acessos prolongados, ou em pacientes com obstruções arteriais extensas. Não podemos ignorar as técnicas tradicionais pois são o padrão ouro em muitos cenários e determinantes para o melhor resultado de muitos quadros.

Confecção de fístula endovenosa para hemodiálise: é uma pequena cirurgia que cria um acesso vascular permanente para facilitar o tratamento de pacientes com insuficiência renal crônica. Em termos simples, o cirurgião conecta uma artéria a uma veia, geralmente no braço ou no antebraço. Com o tempo, o fluxo de sangue de alta pressão da artéria faz com que a veia se torne mais grossa e forte, um processo conhecido como “maturação”. Após algumas semanas, essa veia “amadurecida” se torna um local ideal e seguro para a punção das agulhas de hemodiálise, permitindo que o sangue seja retirado e devolvido ao corpo de forma eficiente e repetida, sem danificar os vasos, tornando o processo de diálise mais seguro e confortável para o paciente a longo prazo. É o acesso definitivo para o paciente portador de doença renal crônica dialítica.

Implante de cateteres de longa permanência: Para pacientes que necessitam de tratamentos intravenosos frequentes e prolongados, como sessões de quimioterapia ou hemodiálise, o implante de cateteres de longa permanência é uma solução essencial. Em um procedimento minimamente invasivo, o cirurgião vascular insere um tubo fino e flexível em uma veia de grande calibre, geralmente na região do pescoço ou do tórax, guiando-o até o coração. Uma parte desse cateter pode ficar por dentro da pele, com uma porção externa para uso fácil pela equipe de enfermagem, ou pode ser um dispositivo totalmente implantável, como o Port-a-Cath, que fica sob a pele. Esse acesso seguro e durável evita punções repetidas e dolorosas, protegendo as veias periféricas do paciente. A escolha do cirurgião vascular para este procedimento é crucial, pois sua expertise no sistema circulatório garante a correta seleção da veia, o posicionamento seguro do cateter e a minimização de complicações, assegurando o sucesso do tratamento a longo prazo.

Minha formação foi totalmente focada no diagnóstico e na gestão completa do sistema circulatório. Uma mesma doença pode ter diferentes tipos de abordagens e cabe a mim entender o que é melhor indicado para cada paciente.

O conhecimento aprofundado da anatomia e da funcionalidade de cada vaso, compreendendo a complexa dinâmica do fluxo sanguíneo em todo o corpo são determinantes para definição de cada plano de tratamento.

Realizo as diferentes técnicas, tanto cirurgias abertas (tradicionais), procedimentos endovasculares (minimamente invasivos) ou ambulatoriais (realizados em consultório). Essa capacitação garante que o tratamento proposto seja sempre o mais adequado para o paciente e para a doença específica, e não o único a ser feito.

O que os pacientes dizem sobre a doutora Carolina Valente:

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